Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo Homem novembro 26, 2010
Posted by armonyax in Ambientalismo, Política Internacional.Tags: Aquecimento, carbono, créditos, global, Gore, manipulação, ONU, sol
add a comment
by Francisco Roland Di Biase
Aquecimento Global, a grande maioria das pessoas acha que o assunto é sério, que os cientistas chegaram a um consenso do que está acontecendo. As diferenças estão apenas na questão de quanto tempo ainda temos. A mídia junto com muitos ambientalistas nos levou a acreditar que se não tomarmos providencias imediatas vamos caminhar para um cataclísma ambiental onde o nível dos oceanos subirá fazendo milhões de refugiados pelo mundo. O ecossistema mudará quebrando as cadeias alimentares e levando à extinções em massa.
Para todos aqueles que viram o filme “Uma Verdade Inconveniente”, do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, a impressão que fica é que não há vozes dissidentes no meio cientifico, ou se existem, são pagos pelas grandes corporações do petróleo. Além disso, fica a idéia que a ciência climática, conhecida como climatologia, é muito complicada, que para entendê-la você provavelmente precisará de um PhD ou coisa do gênero. Claro que a climatologia é complicada, qualquer ciência para quem não foi treinado no campo é complicada, ainda mas uma tão recente. Ela é baseada na observação do presente e principalmente do passado (através de amostras de gelo de vários locais da Terra) na tentativa de determinar como o clima se comportou para possibilitar termos um vislumbre, uma idéia, de como ele se comportará no futuro.
Voltando ao filme do sr. Gore. Ele ganhou o oscar, o próprio Gore ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho em “esclarecer” as pessoas. São apresentados vários gráficos e projeções de computador dando a impressão de que tudo que ele fala é baseado em fatos científicos concretos e incontestáveis.
Bem, um fato sobre o filme que foi pouco divulgado é que em 2007, o British High Court (Supremo Tribunal Inglês) determinou que “Uma Verdade Inconveniente” deixasse de ser exibido nas escolas pois foram encontrados pelos menos nove exageros ou erros factuais nos ditos “fatos científicos”. Por exemplo, no filme mostra que várias cidades costeiras no planeta serão inundadas devido ao aumento do nível dos oceanos. O sr. Gore mostra uma projeção onde os mares subirão sete metros até o fim do século enquanto que o relatório do IPCC fala em milhares de anos.
Outra questão, nesse caso completamente sem fundamento, são que os ursos polares estão ameaçados. A verdade é que até a presente data não existe nenhum estudo científico indicando que a população dos ursos polares está diminuindo, pelo contrario, na área onde são monitorados tudo indica que sua população está aumentando. Além disso, cerca de 8.000 anos atrás houve um aquecimento na Terra, maior que o atual, chamado de período holoceno ótimo, que durou mais de três mil anos e, como todos podemos atestar, os ursos polares sobreviveram. Não podemos esquecer também, como há muito tempo é de conhecimento dos cientistas, que na era medieval também houve um aquecimento que possibilitou os Vickings (nórdicos) a colonizarem a Groenlândia e desenvolverem agricultura. Possibilitando também o cultivo de uvas no norte na Inglaterra. Agricultura na Groenlândia e uvas na Inglaterra hoje são impossíveis por causa do frio.
Assim como o planeta já foi mais quente no passado ele também já foi mais frio. Na última era glacial (12.000 anos atrás) o gelo cobriu praticamente toda a região temperada do hemisfério norte do planeta. Lugares como Canadá, norte dos EUA, Rússia e norte da Europa ficaram cobertos por gelo. É seguro concluir que houve um aquecimento, pois as calotas recuaram para suas posições atuais, as regiões polares. Sabemos também que logo após o aquecimento medieval ocorreu a “pequena idade do gelo” no século XIV quando a Groenlândia ficou coberta de gelo. No inverno o frio era tanto que até o rio tâmisa, em Londres, ficava completamente congelado possibilitando patinar na sua superfície como mostrado na pintura abaixo.

Durante a última era glacial mencionada a temperatura do planeta era em torno de 12°C apenas 2,4 graus de diferença para os 14,4°C atuais. Mas é bom lembrar que na maior parte da história do planeta a temperatura foi em torno de 22°C. Só existiam as regiões tropical e subtropical, sem gelo nas calotas polares, e não teve nada de catastrófico nisso. Patrick Moore, membro fundador do Greenpeace, diz que quando analisamos o padrão de biodiversidade nas regiões do globo percebemos que passando da região tropical para a subtropical e então para a temperada, onde existem geadas e neve no inverno, há uma queda de 90% desta. Ele argumenta que o gelo pode ser considerado inimigo da vida e que não seria nada mal se o planeta aquecesse um pouco como já foi no passado.
Nenhuma dessas mudanças no clima mencionadas foi causada pelo homem. Elas fazem parte de ciclos naturais de aquecimento e resfriamento que existem no nosso planeta. Se olharmos o gráfico da variação de temperatura (abaixo – gráfico 1) vemos que ele oscila e não é uma linha reta com um aumento repentino no século XX (abaixo – gráfico 2) como o IPCC colocou no seu 3º relatório.
Gráfico 1 – Oscilação de temperatura

Gráfico 2 – Hockey Stick (IPCC)

Esse gráfico do IPCC chamado de “Hockey Stick” (bastão de hockey) por causa de sua semelhança com o objeto em questão, foi completamente desacreditado por Stephen McIntyre e Ross McKitrick. Eles usaram os mesmos dados dos cientistas do IPCC (Mann et al.) em um método próprio e obtiveram resultados muito diferentes. Então eles analisaram o método de Mann et al. e perceberam que esse método procura justamente a seqüência de dados necessária para formar o gráfico hockey stick. O que ele fez foi: eu quero esse resultado (temperatura constante e aquecimento no século XX – gráfico hockey stick) então crio um método que a partir dos dados disponíveis dará esse resultado pré-estabelecido. Quando ignoramos o método científico não produzimos ciência mas alguma outra coisa sem valor científico nenhum.
Outro fator que influencia no clima, descoberto recentemente, é um pequeno ciclo de aquecimento e resfriamento que dura aproximadamente 30 anos relacionado com o ciclo de operação do oceano Pacífico, quente ou frio. Os dados mostram que nessa primeira década do século XXI o oceano passou do modo quente para o frio. E como o Prof Richard Lindzen do MIT, antigo membro do IPCC, atesta não houve nenhum aumento significativo de temperatura nesse período, contradizendo com as previsões do próprio IPCC, e praticamente isentando o CO2 da culpa uma vez que a China aumentou significativamente suas emissões nas duas últimas décadas. É bem provável que estaremos entrando em um período de resfriamento.

Ciclos alternados de aquecimento e resfriamento desde 1470 DC. (Azul = frio, vermelho = quente)
Baseado nas taxas de isótopos de oxigênio do núcleo de gelo GISP2 da Groenlândia.

O mapa acima mostra temperaturas mais frias do oceano em azul (note a costa da América do Norte).
O gráfico mostra como o Pacífico ficou mudando entre seus modos quente e frio no último século e uma extrapolação para os próximos anos baseada nos anos anteriores.
Esse ciclo de 30 anos fica mais evidente quando olhamos os dados e vemos que a década de 1930 foi a mais quente do século XX e o ano de 1934 o mais quente e não 1998 e 2006 como o IPCC dizia. Em contra partida na década de 1970 houve um resfriamento substancial que levou alguns cientistas a cogitarem que entraríamos em uma nova era glacial. Um desses cientistas era Stephen Schneider, uma das principais vozes do movimento. Hoje em dia o mesmo Stephen Schneider é um dos principais membros do IPCC e consultor especial de Al Gore (Schneider estava com Al Gore no recebimento do prêmio Nobel). A mesma pessoa que há 30 anos atrás dizia que iríamos congelar, hoje fala que vamos cozinhar.
Um fato que a mídia gosta de mostrar bastante como prova do aquecimento global são as geleiras se partindo e consequentemente a redução da calota de gelo do Ártico. Mas de acordo com o Prof Ichi Syun Akasofu, diretor fundador do Centro Internacional de Pesquisas do Ártico, o gelo começou a diminuir em 1850 em não no século XX quando teve o aumento da concentração de CO2 na atmosfera. E, além disso, os últimos dados de satélite mostram que a área coberta de gelo no verão de 2008 foi maior que no de 2007 (figura abaixo).

É sempre bom lembrar que o IPCC não é um corpo cientifico e sim político. Ele foi criado pela ONU (uma organização política) para analisar os impactos e as causas da mudança climática. E como os seus financiadores, os mesmos da ONU (EUA é o maior), tem objetivos específicos os cientistas fazem de tudo para obterem os resultados esperados para as suas verbas continuarem fluindo. Um dos processos básicos da ciência foi descartado, que seria submeter o seu trabalho a editores independentes para revisão. No IPCC você é o seu próprio editor e decide o que é relevante revisar. Isso levou a publicação de conclusões, no mínimo exageradas (gráfico “hockey stick”) e a vários cientistas de áreas como geologia, geo-física, astro-física, epidemiologia entre outras deixarem o IPCC por suas opiniões serem contrarias as desejadas. Apesar disso seus nomes continuam a aparecer nos relatórios. Hoje o IPCC é composto basicamente de meteorologistas e ambientalistas tornando as conclusões apresentadas muito limitadas senão errôneas.
Um dos cientistas que saiu do IPCC é o Prof Paul Reiter do Instituto Pasteur em Paris que só conseguiu que o seu nome fosse retirado do relatório depois de ameaçar com um processo legal. Ele afirma que a idéia de um aquecimento maior aumentará a incidência de doenças como malária é falsa. A premissa do IPCC é que como a malaria é transmitida por mosquitos e mosquitos não sobrevivem no frio, um aquecimento aumentará a quantidade de mosquitos. Reiter afirma que isso não é verdade, que mosquitos são extremamente abundantes no ártico e ainda que uma das maiores epidemias de malária aconteceu na União Soviética (hoje, Rússia) na década de 1920, com 13 milhões de casos e 600 mil mortes. As suas conclusões nunca chegaram a ir para o relatório, mas o seu nome constava como um dos colaboradores.
Como todos gostamos do Al Gore e ficamos chocados como lhe foi roubada as eleições presidenciais de 2000 vamos falar sobre o seu maior “mal entendido” para não dizer manipulação.
No filme “Uma Verdade Inconveniente” é mostrada a relação entre a temperatura e o CO2, mas apenas o gráfico da variação dos dois (abaixo) e explicado que a relação é muito complicada e concluí-se que o aumento do CO2 na atmosfera causa o aumento de temperatura no planeta. Temos um problema grave aqui porque sem sabermos qual é a relação entre a temperatura e o CO2 temos que simplesmente acreditar na palavra do sr. Gore, ou seja, de uma pessoa que não é cientista mas um político (qual foi a última vez que você acreditou em um político?).
A relação que supostamente é muito complicada para o sr Gore não é tanto assim para alguém com um pouco de paciência para entende-la. O primeiro fato interessante é que se olharmos atentamente para o gráfico perceberemos que existe um atraso no tempo entre a variação de temperatura e de CO2. Primeiro vemos o aumento da temperatura e depois vemos finalmente o aumento do CO2, como fica claro no gráfico abaixo que mostra um atraso de aproximadamente 800 anos. Apenas esse fato nos leva a supor que a temperatura não é conseqüência do CO2 mas o contrário, primeiro a temperatura precisa aumentar para depois o nível do CO2 aumentar. Mas voltemos a relação entre os dois. Hoje oceanógrafos como o Prof Carl Wunsch do MIT sabem que um aumento de temperatura nos oceanos faz com que o CO2 dissolvido do mar seja liberado na atmosfera e no caso de uma diminuição de temperatura o CO2 passa a ser absorvido pelo mar. A oceanografia nos diz também que qualquer efeito que estejamos vendo no oceano hoje a causa foi a 800 anos atrás simplesmente pelo fato de que os oceanos são muito grandes e leva aproximadamente 800 anos para se aquecer ou resfriar. Já sabemos também que as manchas solares estão intimamente ligadas a formação de nuvens na Terra. Quando a atividade do sol aumenta, aumentando a quantidade de manchas solares, o campo magnético do sol, onde a Terra está inserida, aumenta. Esse campo nos fornece uma espécie de escudo contra os raios cósmicos, originados por supernovas muito distantes do sistema solar. Quanto mais forte o escudo (campo magnético) menos raios atingem a Terra. Esses raios estão diretamente ligados a formação de nuvens porque quando atingem o planeta fazem as moléculas de hidrogênio e oxigênio, que se encontram na atmosfera, se juntarem formando micro-partículas de água e consequentemente nuvens. Se tivermos uma diminuição de raios cósmicos (campo magnético mais forte e mais manchas solares) teremos uma diminuição de nuvens e mais raios do sol incidem diretamente na superfície do planeta esquentando-o.
Então a relação entre temperatura e CO2 é: Aumento da atividade solar que causa aumento do campo magnético do sol (observável pela quantidade de manchas solares) resultando em menos raios cósmicos atingindo a terra que tem como conseqüência menos nuvens no céu fazendo com que mais radiação solar incida na superfície aumentando a temperatura da Terra. Consequentemente com o aumento da temperatura, os oceanos começam a liberar CO2 aumentando a concentração na atmosfera.
Observando o gráfico abaixo de atividade solar (manchas solares) e temperatura, produzido pela equipe do Prof Eigil Friis-Christensen, diretor do Centro Espacial da Dinamarca, fica clara a relação entre os dois.
Quando essa relação ficou evidente e o Prof Ian Shaviv do instituto de Física da Universidade de Jerusalém resolveu comparar o seus dados de raios cósmicos com os dados de temperatura do Prof Ian Veizer que datam de milhares de anos no passado o resultado ficou ainda mais claro. No gráfico abaixo a linha azul da temperatura foi invertida para mostrar a relação inversa entre temperatura e raios cósmicos.

Portanto não é de se espantar que o sr. Gore tenha falando que esta relação é muito complicada porque se fosse explicar ficaria evidente que não é o CO2 que faz aumentar a temperatura e sim o aumento de temperatura que faz aumentar o CO2.
Não conseguimos perceber que o aumento de CO2 ocorre antes do da temperatura no gráfico de Al Gore porque ele usa o mesmo truque que os mágicos utilizam, simplesmente desvia nossa atenção para a similaridade entre os dois e não olhamos a escala usada. O problema da escala de tempo utilizada é que ela é muito grande, centenas de milhares de anos, tornando difícil percebermos apenas 800 anos nela. Mas aumentado o gráfico e olhando atentamente conseguimos ver o CO2 aumentando antes da temperatura.
Outro fator raramente divulgado é que temos gases do efeito estufa e não um único gás. O maior gás do efeito estufa é o vapor d’água, responsável por pelo menos 75%. O CO2 tem pouca participação e mesmo a parte que é gerada pelo homem (subentende-se queima de combustíveis fósseis) é pequena em relação a gerada na natureza. Os vulcões, os animais, e as folhas em decomposição geram mais CO2 que o homem. Mas de longe o maior produtor de CO2 é o oceano como já vimos. Não podemos esquecer que o CO2, esse gás que falam que vai causar uma catástrofe, é um dos elementos básicos para a vida, sem CO2 não haveria vida na Terra. As plantas precisão dele para fazer fotossíntese e no processo de respiração dos seres vivos ele é liberado constantemente.
E mesmo se o aquecimento atual fosse devido ao efeito estufa seria natural que a troposfera aquecesse mais rapidamente que a superfície. Mas dados tanto de satélites e balões meteorológicos não mostram esse aquecimento. Na verdade mostram que a superfície está aquecendo mais rapidamente contradizendo a teoria do efeito estufa e confirmando a teoria de maior incidência de radiação solar na superfície.
O movimento ambientalista hoje em dia como afirma Patrick Moore se tornou um movimento político. E sua parte mais extrema virou um movimento anti-desenvolvimento e consequentemente anti-humano. Porque uma vez que você está dizendo para países pobres não usarem petróleo, gás e carvão para gerar eletricidade que precisam usar energia solar e eólia você no fundo está dizendo que eles não podem ter eletricidade. Se para países desenvolvidos energias solar e eólia são caras imagine para uma nação africana subdesenvolvida. E se você está pensando que eletricidade não é tão importante assim, afinal de contas sobrevivemos milhares de anos sem, imagine ficar sem geladeira, luz, água quente. Imagine um mundo sem siderúrgicas. A eletricidade é o principal fator no desenvolvimento dos países e na melhora da condição de vida das pessoas.
No Brasil não pensamos muito no impacto que teria se parasse a geração de energia por combustíveis fósseis porque a maior parte da energia é gerada por hidrelétricas. Mas não esqueça que 85% da energia gerada no mundo vem de combustíveis fósseis, inclusive em países desenvolvidos. Grande parte na energia gerada nos EUA tem como combustível o carvão. Energia extraída dos combustíveis fósseis é barata tornando-a acessível para uma grande parcela da população. Se restringirmos o seu uso o desenvolvimento de vários países estagnará podendo até regredir, principalmente na África que, por sinal, tem grandes reservas de petróleo e carvão e só agora começou a utilizá-las.
Hoje os poucos cientistas que falam contra a “teoria” de que o aquecimento global é causado pelo homem são marginalizados como se estivessem falando que o holocausto não aconteceu. Geralmente eles vêem suas verbas minguarem e são incessantemente atacados pela mídia.
Para as pessoas que acham que a discussão está encerrada é bom lembrar que o debate científico nunca pode ser suprimido é contra o próprio principio do método cientifico. Um bom exemplo disso é no campo da física. Com a teoria de Newton se pensou que era apenas uma questão de tempo para tudo ser explicado até que surgiu Einstein com a Teoria da Relatividade e mostrou que a teoria de Newton era apenas uma aproximação da realidade. Temos a física quântica onde existem várias correntes. Existe uma predominante, mas não quer dizer que as outras foram massacradas e descartadas. O debate já dura há quase um século e ninguém sabe qual é a correta, se até existe uma correta.
Um grande cientista e divulgador da ciência uma vez disse: “A teoria que for inconsistente com os fatos deve ser descartada ou revisada por mais que gostemos da idéia”, seu nome era Carl Sagan. Não vejam “Uma Verdade Inconveniente” como a apresentação popular definitiva sobre o aquecimento global como Carl Sagan fez com a série “Cosmos”. Al Gore não é um cientista e muito menos um Carl Sagan.
Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22061
FMI, BM e OMC non sono riformabili e devono essere rifiutati. novembro 23, 2010
Posted by armonyax in Italiano, Política Internacional, Traduzione.Tags: BM, cambiamento, coluio, FMI, IMF, riforma, WB
add a comment
Una bell’intervista di quasi un anno e mezzo fa che ci porta un testo più che mai attuale e pieno di concetti ed idee moderne. Ho tradotto solo due domande perché sono, a mio modo di vedere, la via di uscita per sfuggire al sistema monetario e finanziario pietrificato dagli USA e GBR.
FMI, BM e OMC non sono riformabili e devono essere scartati.
L’intervista è stata concessa da Michael Hudson ad un sindacato in Spagna il 27/03/2009
1. Le politiche dei governi e delle banche centrali possono aggiornarsi per costruire delle istituzioni più forti?
MH: La definizione di un sistema finanziario più adatto è quella che sia subordinata ad un investimento tangibile e alla produzione e che miri ad accrescere il benessere sociale invece di concentrare ricchezza e profitto nelle mani di una nuova oligarchia finanziaria (in realtà una oligarchia cosmopolita che in gran parte opera offshore).
È improbabile che si raggiunga un sistema finanziario migliore e più produttivo mentre le finanze controllano il governo, e in particolare mentre le banche centrali sono “indipendenti” dal governo, “libere”non di agire con responsabilità ma di fare lobbying per il settore delle banche commerciali e attraverso la loro subordinazione al FMI di lavorare per le finanze degli USA e della GBR, con Alan Greenspan come presidente della Federal Reserve (FED) degli Stati Uniti, insieme a Harold Brown della Gran Bretagna. Finché i governi saranno controllati dagli interessi finanziari, specialmente quelli della UE, il settore finanziario rimarrà sullo sfruttamento monetario anziché di facilitare il flusso di capitale d’investimento al settore produttivo.
Il primo passo per la riforma dovrebbe essere quello di trasformare le banche centrali in banche subordinate al tesoro nazionale e operanti al di fuori dello stesso. Prima del 1913 il tesoro degli USA e le sue sotto-tesorerie regionali adempivano praticamente tutte le funzioni che il Federal Reserve poi avrebbe adottato, eccetto la nuova funzione “contanti dalla spazzatura”(cash for trash), di titoli del Tesoro e depositi malati del Fed per ipoteche e derivati basati su modelli matematici anch’essi distorti. Dobbiamo renderci conto che negli Stati Uniti Milton Friedman suggeriva che il Fed fosse ridotto a un semplice “tavolo nel Tesoro”. Ottima idea! Il congressista repubblicano Ron Paul concorda, al punto che il congressista democratico Dennis Kunich ha appoggiato un tentativo in questo senso tramite il suo Monetary Reform Act.
2. Ci servono delle istituzioni come il FMI e la Banca Mondiale? In caso affermativo, quale ruolo dovrebbero svolgere?
MH. La Banca Mondiale e il FMI impongono un programma finanziario orientato dagli USA che intende impedire ad altri paesi di sviluppare la loro industria, modernizzare la loro agricoltura e l’ottenimento di terre, ma anche di alzare i livelli salariali. L’OMC a sua volta cerca di impedire ai governi di tassare il “pranzo gratuito” del reddito economico, distorcendo le economie in favore della ricchezza del settore FIRE (Finance, Insurance, and Real Estate).
I paesi devono ritirarsi da queste tre istituzioni dell’egemonia americana. I piani di austerità del FMI si propongono di tassare e mantenere bassi i salari con la premessa sbagliata che la riduzione dei consumi spingerà più prodotto verso l’esportazione. In realtà l’effetto è contrarre le economie rendendole ancora più dipendenti dei paesi creditori.
Per questo i paesi devono dire no a Fmi, Banca Mondiale e OMC, cioè non accettarli. Questi enti non sono riformabili ed è più facile ricominciare con istituzioni totalmente nuove in cui gli amministratori non siano programmati per pensare nei disfunzionali modi neoliberali.
I loro consiglieri hanno libertà di azione nella Russia e in altri Stati post-sovietici. Se si vuole vedere il proprio ideale neoliberale, si guardi tutto quello che hanno fatto in questi paesi. Ormai stanno tutti crollando. La loro popolazione è in calo, l’emigrazione in crescita, sanità e istruzione seguono in discesa l’aspettativa di vita, i prezzi degli alloggi e le richieste pensionistiche sta aumentando per quanto riguarda i salari reali, la fuga di capitale è accompagnata da una fuga del lavoro e dell’industria. Ecco tutto ciò che affronteranno nel caso accettino un’altra volta il “consiglio” di FMI/BM.
Michael Hudson è professore di Teoria economica all’Università del Missouri – Kansas City
L’intervista completa in portoghese si trova sul sito http://resistir.info
Traduzione: Allen Ferraudo
Revisione: Davide Cavanna
FMI, BM e OMC non sono riformabili e devono essere scartati.
L’intervista è stata concessa da Michael Hudson ad un sindacato in Spagna il 27/03/2009
1. Le politiche dei governi e delle banche centrali possono aggiornarsi per costruire delle istituzioni più forti?
MH: La definizione di un sistema finanziario più adatto è quella che sia subordinata ad un investimento tangibile e alla produzione e che miri ad accrescere il benessere sociale invece di concentrare ricchezza e profitto nelle mani di una nuova oligarchia finanziaria (in realtà una oligarchia cosmopolita che in gran parte opera offshore).
È improbabile che si raggiunga un sistema finanziario migliore e più produttivo mentre le finanze controllano il governo, e in particolare mentre le banche centrali sono “indipendenti” dal governo, “libere”non di agire con responsabilità ma di fare lobbying per il settore delle banche commerciali e attraverso la loro subordinazione al FMI di lavorare per le finanze degli USA e della GBR, con Alan Greenspan come presidente della Federal Reserve (FED) degli Stati Uniti, insieme a Harold Brown della Gran Bretagna. Finché i governi saranno controllati dagli interessi finanziari, specialmente quelli della UE, il settore finanziario rimarrà estrattivo anziché di facilitare il flusso di capitale d’investimento al settore produttivo.
Il primo passo per la riforma dovrebbe essere quello di trasformare le banche centrali in banche subordinate al tesoro nazionale e operanti al di fuori dello stesso. Prima del 1913 il tesoro degli USA e le sue sotto-tesorerie regionali adempivano praticamente tutte le funzioni che il Federal Reserve poi avrebbe adottato, eccetto la nuova funzione “contanti dalla spazzatura”(cash for trash), di titoli del Tesoro e depositi malati del Fed per ipoteche e derivati basati su modelli matematici anch’essi distorti. Dobbiamo renderci conto che negli Stati Uniti Milton Friedman suggeriva che il Fed fosse ridotto a un semplice “tavolo nel Tesoro”. Ottima idea! Il congressista repubblicano Ron Paul concorda, al punto che il congressista democratico Dennis Kunich ha appoggiato un tentativo in questo senso tramite il suo Monetary Reform Act.
2. Ci servono delle istituzioni come il FMI e la Banca Mondiale? In caso affermativo, quale ruolo dovrebbero svolgere?
MH. La Banca Mondiale e il FMI impongono un programma finanziario orientato dagli USA che intende impedire ad altri paesi di sviluppare la loro industria, modernizzare la loro agricoltura e l’ottenimento di terre, ma anche di alzare i livelli salariali. L’OMC a sua volta cerca di impedire ai governi di tassare il “pranzo gratuito” del reddito economico, distorcendo le economie in favore della ricchezza del settore FIRE.
I paesi devono ritirarsi da queste tre istituzioni dell’egemonia americana. I piani di austerità del FMI si propongono di tassare e mantenere bassi i salari con la premessa sbagliata che la riduzione dei consumi spingerà più prodotto verso l’esportazione. In realtà l’effetto è contrarre le economie rendendole ancora più dipendenti dei paesi creditori.
Per questo i paesi devono dire no a Fmi, Banca Mondiale e OMC, cioè non accettarli. Questi enti non sono riformabili ed è più facile ricominciare con istituzioni totalmente nuove in cui gli amministratori non siano programmati per pensare nei disfunzionali modi neoliberali.
I loro consiglieri hanno libertà di azione nella Russia e in altri Stati post-sovietici. Se si vuole vedere il proprio ideale neoliberale, si guardi tutto quello che hanno fatto in questi paesi. Ormai stanno tutti crollando. La loro popolazione è in calo, l’emigrazione in crescita, sanità e istruzione seguono in discesa l’aspettativa di vita, i prezzi degli alloggi e dell’acquisto di una pensione di riforma sta aumentando per quanto riguarda i salari reali, la fuga di capitale è accompagnata da una fuga del lavoro e dell’industria. Ecco tutto ciò che affronteranno nel caso accettino un’altra volta il “consiglio” di FMI/BM.
Michael Hudson è professore di Teoria economica all’Università del Missouri – Kansas City
L’intervista completa in portoghese si trova sul sito http://resistir.info
Traduzione: Allen Ferraudo
La cultura del moltiplicatore monetario: Il cuore della crisi! novembro 22, 2010
Posted by armonyax in Italiano, Opnião Pessoal, Política Internacional.Tags: crisi, cultura, cuore, Moltiplicatore monetario, video
1 comment so far
Un po’ di critica alla macroeconomia e al sistema moderno di controllo monetario, che per appunto è il cuore della crisi finanziaria. Gli USA, FED, FMI e BM hanno “perso” il controllo sulla produzione monetaria mettendo in rischio la sicurezza mondiale. Ovviamente che il dollaro, essendo la divisa principale e servindo come base per una economia mondiale, ormai non é in grado di mantenersi per il motivo delle chiare cadute del consenso di Washignton, del neoliberalismo e principalmente del sistema creato e regolato dai pocchi “potenti”, che si riunirono per fondare il Federal Reserve System, nel pos Prima Guerra Mondiale.
Il problema è semplice, siamo di fronti ad un paziente in via di morrire e ancora non sapiamo se facciamo l’eutanasia o se lo aspettiamo che muorra da solo. Certo che vi è implicito un’altro problema ed è proprio lì che nessun ci parla: quale sistema può sostituire il precedente? Mentre nessun lo discutte le guerre tra le divise sono già iniziate e peggio, tutto il mondo deve per forza parteciparne. Non sappiamo quanto tempo ci metteranno per finirle però ci saranno delle guerre brutte non solo sul piano economico, e considerando anche la teoria dei giocchi, siccuramente sul piano geopolitico e che le siano lunghe finché tutti quanti possono rendersi conto di che il nuovo sistema solo esistirá nel momento in cui tutti andranno al tavolo insieme! Il problema alla fine è di cultura, questa l’abbiamo uccisa tante e tante volte per secoli al punto del capitalismo proporzionarci una veramente sbagliata e che addirittura possa portarci alla nostra estinzione. Facciamoci attenzione alla questione della cultura e alla critica al nostro “modus operandi” di affrontare il mondo! Diamoci spazio alla natura, alla creazione, allo sviluppo comune con spetto agli altri. Non sono in grado di creare un nuovo sistema, quello sarà magari fatto da un gran gruppo che si preoccupano soltanto di esistere, però posso dirvi che siamo ritornati nei anni 20 e quindi dobbiamo ripensare tutto ciò che ci sta accadendo per non rimontare i famosi anni tra il 39 e il45.
Campanha contra a OTAN/NATO novembro 21, 2010
Posted by armonyax in Uncategorized.Tags: contra, NATO, no, OTAN
add a comment
Superación del umbral crítico de la desarticulación geopolítica mundial novembro 18, 2010
Posted by armonyax in Español.Tags: 2012, alerta, cambiamento, crisis, español, G20, Geab, geopolitico, umbral
add a comment
El GEAB N°49 está disponible! Alerta Crisis sistémica global – Primer Trimestre 2011: Superación del umbral crítico de la desarticulación geopolítica mundial
Así lo había anticipado el LEAP/E2020 en su carta abierta a los líderes del G20 publicada en la edición mundial de Financial Times el 24 de marzo de 2009, en vísperas de la cumbre de Londres, la cuestión de una reforma fundamental del sistema monetario internacional es parte del núcleo de cualquier tentativa por controlar la crisis actual. Pero por desgracia, como acaba de demostrarlo de nuevo el fracaso de la cumbre de G20 de Seúl, la ventana de oportunidad para conseguir pacíficamente tal reforma se cerró después del verano boreal de 2009 y ya no se reabrirá antes de 2012/2013 (1). Ahora, el mundo está inmerso en la fase de desarticulación geopolítica mundial cuyo principio lo habíamos anunciado para fines de 2009 y que se traduce, menos de un año más tarde, por la rápida proliferación de los movimientos, las dificultades económicas, quiebras presupuestarias, conflictos monetarios y el inicio de choques geopolíticos mayores. Con la cumbre del G20 de Seúl, que señala a la conciencia planetaria el fin de la dominación estadounidense de la agenda internacional y de su sustitución por un generalizado « cada uno para sí mismo », acaba de abrirse una nueva etapa de la crisis que incita al equipo del LEAP/E2020 a lanzar un nuevo alerta. En efecto, el mundo está atravesando el umbral crítico de la fase de desarticulación geopolítica global. Como todo paso de un umbral crítico en un sistema complejo, esto producirá desde el primer trimestre 2011 un conjunto de fenómenos no lineales, es decir, de procesos que escapan de las « reglas habituales » y de las « proyecciones tradicionales » tanto en término económicos como monetarios, financieros, sociales y políticos.
En este GEAB N° 49, además del análisis de las seis principales transiciones que señalan el paso de este umbral crítico de la desarticulación geopolítica mundial, nuestro equipo presenta numerosas recomendaciones para hacer frente a las consecuencias de esta nueva etapa de la crisis. Incluyen particularmente al conjunto de divisas / tasas de interés / oro y metales preciosos, la preservación de la riqueza y la sustitución de su medida en función del USD, las « burbujas » de los activos nominados en USD, los mercados bursátiles y las categorías de empresas particularmente frágiles en esta etapa de la crisis. El LEAP/ E2020 presenta aquí también « tres reflejos simples » de adoptar para comprender mejor y anticipar el nuevo mundo en gestación. Por otro lado, en este número del GEAB, nuestro equipo describe la doble conmoción electoral franco alemana de 2012/2013. Finalmente, presentamos un aviso para nuestros suscriptores presentando el Manual de Anticipación Politica escrito por Marie-Hélène Caillol, presidente del LEAP, que aprecerá en Francés, Inglés, Alemán y Español en Ediciones Anticipolis y el lanzamiento del MAP (Magazine d’Anticipatopn Politique), una revista de anticipación política.

Balances comerciales de los países del G20 (previsiones 2010) – Fuente: Spiegel, 11/2010
En este comunicado público del GEAB N°49, nuestro equipo ha decidido presentar tres de las seis transiciones que caracterizan el umbral crítico que el mundo está franqueando.
La crisis que vivimos está caracterizada por un proceso de extensión planetaria que se desarrolla en dos niveles correlacionados pero de diferente naturaleza. Por un lado, la crisis traduce mutaciones profundas de la realidad económica, financiera y geopolítica mundial. Acelera y amplifica las tendencias fundamentales en curso de acción desde hace varias décadas, tendencias que describimos regularmente en el GEAB desde su lanzamiento a principios de 2006. Y por otra parte, refleja la progresiva toma de conciencia colectiva de estas mutaciones. Esta conciencia es en sí misma un fenómeno de psicología colectiva planetaria que también da forma al desarrollo de la crisis y que induce particularmente bruscas aceleraciones de su evolución. Estos últimos años, anticipamos repetidas veces que los « puntos de inflexión » de la crisis se correspondían justamente a « saltos bruscos » en esta conciencia colectiva de las transformaciones en curso. Ahora consideramos que un conjunto de hechos cruciales de « ruptura » se plasmó alrededor de la cumbre de G20 de Seúl que contribuye a hacer pasar un hito en la conciencia colectiva global en cuanto a la desarticulación geopolítica mundial. Este fenómeno lleva al LEAP/E2020 a identificar el cruce del umbral crítico y a lanzar una alerta sobre las consecuencias de este paso a partir del primer trimestre 2011.
En torno a la fecha de la cumbre del G20 de Seúl, el LEAP/E2020 definió un conjunto de hechos de « ruptura ». Examinemos los principales acontecimientos en cuestión (2) así como sus consecuencias caóticas.
Continuación y fin del Quantitative Easing : La Fed entra en « arresto domiciliario »
La decisión de la Reserva Federal estadounidense de lanzar su « Quantitative Easing II » (con rescate de 600 millardos de USD de Bonos del Tesoro en junio de 2011) provocó, por primera vez desde 1945, una crítica general y a menudo virulenta por parte de la casi totalidad de otras potencias mundiales: Japón, Brasil, China (3), la India, Alemania, países de la Asean (4),… (5) No es la decisión de la FED la que marca una ruptura: es el hecho de que por primera vez, el banco central estadounidense se deja « acosar » por el resto del mundo (6), y de manera totalmente pública y determinada (7). Realmente estamos lejos del ambiente acogedor de Jackson Hole y de las reuniones de banqueros centrales. La amenaza de Ben Bernanke a sus colegas, de quienes el GEAB se había hecho eco en su número 47, no tuvo el efecto deseado por el jefe de la FED. El resto del mundo dejó en claro, en noviembre de 2010, que ya no pretendía dejar que la Reserva Federal imprimiera a voluntad USD para tratar de resolver los problemas de Estados Unidos a costa de los otros países del mundo (8). El Dólar está volviendo a ser lo que debería ser toda divisa nacional: la moneda del país que lo imprime y entonces su problema. Así en este fin 2010, acabamos de vivir el fin de la época en la que el USD era la moneda de Estados Unidos y el problema de los demás como lo había resumido acertadamente John Connally en 1971, cuando unilateralmente Estados Unidos decidió suprimir la convertibilidad en oro de su divisa. ¿Por qué? Simplemente porque la Reserva Federal ahora debe tener en consideración la opinión del mundo exterior (9). Todavía no está puesta bajo supervisión, sino que entró en « arresto domiciliario » (10). Según el LEAP/E2020, ya podemos así anticipar que no habrá Quantitative Easing III (11) independientemente de las opiniones que tengan al respecto los dirigentes estadounidenses (12); o bien ocurrirá a fines de 2011 en el marco de un importante conflicto geopolítico y colapso del USD (13).

Activos de la Reserva Federal estadounidense (2008-2010) – Fuentes: Federal Reserve of Cleveland / New York Times, 10/2010
Austeridad europea: proliferación de las resistencias sociales, intensificación del populismo, riesgo de radicalización de las futuras generaciones y alzas de impuestos
De París a Berlín (14), de Lisboa a Dublín, de Vilnius a Bucarest, de Londres a Roma,… las manifestaciones y las huelgas se multiplican. La dimensión social de la desarticulación geopolítica global aparecerá este fin 2010. Aunque estos acontecimientos no llegan por el momento a perturbar los programas de austeridad decididos por los gobiernos europeos, traducen una evolución colectiva significativa: las opiniones públicas están saliendo de su letargo del principio de la crisis al tomar conciencia de su duración y su costo (social y financiero) (15). Las próximas elecciones deberían hacer pagar un alto costo a todos los equipos en el poder que olvidaron que sin equidad, la austeridad no gozaría de ningún apoyo popular (16). Por el momento, los equipos en el poder esencialmente continúan aplicando las recetas del período anterior a la crisis (soluciones neoliberales a base de reducciones de impuestos para los hogares más acomodados y de aumento de impuestos indirectos de todo género). Pero la intensificación de los conflictos sociales (que es inevitable según el LEAP/E2020) y los cambios políticos que van a producirse en las próximas elecciones nacionales, un país tras otros, generarán un cuestionamiento a estas soluciones y un aumento repentino de los partidos populistas y extremistas (17): Europa políticamente va « a endurecerse ». Paralelamente, frente a lo que se parece cada vez más como una tentativa inconsciente de la generación « babyboomer » de hacer pagar la cuenta a las futuras generaciones, podemos anticipar una proliferación de las reacciones brutales de las jóvenes generaciones (18). Para nuestro equipo, deberemos hacer frente a su radicalización si la situación les parece sin salida, por falta de compromiso. Pero sin una suba en los ingresos fiscales, el único compromiso creíble para ellos será una baja de las jubilaciones actuales y no una suba de los costos de la educación. ¡ El hoy es siempre un compromiso entre el ayer y el mañana, especialmente en materia fiscal! Por otra parte, las consecuencias fiscales probables de estas evoluciones serán una suba de los impuestos sobre altos ingresos y las rentas del capital, de nuevas tasaciones a los bancos y un voluntarismo comunitario nuevo en materia de protección aduanera de las fronteras (19). Los socios comerciales de la UE deberían tomar conciencia de esto muy rápidamente (20).

Necesidades de financiación de ciertos Estados (2010-2011) – Fuentes : FMI / Wall Street Journal, 10/2010
Japón: últimos esfuerzos para resistir a la órbita China
Desde hace varias semanas Tokio y Pekín están enfrascados en un conflicto diplomático de una intensidad poco común. Bajo diversos pretextos (un barco chino que entró en aguas jurisdiccionales japonesas (21), las grandes compras chinas de activos japoneses que hacen apreciarse al Yen,…), Pekín y Tokio intercambian palabras muy duras, limitan sus relaciones de alto nivel, llaman como testigo a la opinión pública internacional,… La visibilidad mundial de esta disputa sino-japonesa es sobre todo reveladora a los ojos de los países de la región por su gran ausente, Estados Unidos. En efecto, si estas disputas ilustran claramente la creciente disposición de Pekín de afirmarse como la potencia dominante de Asia Oriental y del Sudoriental y la tentativa de Japón de oponerse a esta hegemonía china regional, nadie puede ignorar que la supuesta potencia dominante en esta región del mundo desde 1945, Estados Unidos, está extrañamente ausente del conflicto. Se puede pues considerar que se asiste a una prueba de tamaño real, por parte de China, para medir su nueva influencia sobre Japón y, por parte de Japón, para evaluar lo que perdura de la capacidad de acción estadounidense en Asia ante China. Los acontecimientos de estas últimas semanas muestran cuan enredados están en su parálisis política, dependencia económica y financiera con relación a China que Washington prefiere brillar por su ausencia. Sin duda en toda Asia este espectáculo contribuye a una toma de conciencia acelerada que una etapa en cuanto al orden regional (22) acaba de ser atravesada y que en Japón, atascado en una recesión sin fin (23), los intereses económicos vinculados al mercado chino salen reforzados.

Resumen de las mutaciones mundiales en curso – Evolución masiva del tráfico portuario mundial en beneficio Asia (1994-2009) – Fuentes : Transport Trackers / Clusterstock, 10/2010
Para concluir, este haz de acontecimientos, centrados alrededor de una cumbre del G20 que se revela claramente incapaz de resolver las fuentes de conflictos económicos, financieros y monetarios entre sus principales miembros, contribuyó a hacer pasar una etapa decisiva en la toma de conciencia colectiva mundial del proceso de desarticulación geopolítica global en curso. Y esta mayor toma de conciencia por si misma acelerará y a amplificará desde principios 2011 los cambios que afectan al sistema internacional como a nuestras distintas empresas, generando fenómenos no lineales y caóticos como los descriptos en este número del GEAB y los precedentes. Como lo destacamos en septiembre de 2010, hacemos hincapié en el hecho de que el principal de ellos va a ser la entrada de Estados Unidos en una era de austeridad a partir de la primavera boreal 2011. Sin ignorar que una de las sorpresas de los próximos dieciocho meses podría ser simplemente el anuncio que la economía china habrá sobrepasado a la de Estados Unidos desde 2012 como lo indica Wall Street Journal del 10/11/2010 que informa sobre los análisis de la Conference Board (24).
———
Notas:
(1) Estas fechas corresponden particularmente al período de recambio de la mayoría de los dirigentes de los países más importantes de G20 que es una condición necesaria (pero desde luego, no suficiente, porque nada está asegurado aún después de 2012/2013: se tratará justo de una nueva ventana de oportunidad) para esperar un enfoque y una voluntad comunitaria de la reforma del sistema monetario mundial. Hasta entonces, según el LEAP/E2020, asistiremos sólo a tentativas frustradas y/o a pruebas de ideas que no terminarán antes de este recambio casi-general de dirigentes mundiales. Y entre las ideas sin futuro, anotaremos la de una regulación de los excedentes de los países exportadores. Es una idea de país en plena derrota comercial o más exactamente una idea de país en posición de debilidad, entonces sin ninguna posibilidad de poder imponerse. Su pertinencia (muy dudosa como lo precisa bien Asia Times del 27/10/2010) no se tiene en cuenta. Para la ventana de oportunidad 2012/2013 y más detalles sobre el tema, ver los GEAB anteriores y las anticipaciones y escenarios del libro de Franck Biancheri « Crisis mundial: encaminados hacia el mundo del mañana ». Fuente: Anticipolis
(2) Los abonados del GEAB han podido anticiparlos desde hace muchos meses.
(3) Con un alza de los precios oficialmente del 4,4% (la más alta desde hace más de dos años ) Pekín no se quedará sin reaccionar a los riesgos inflacionarios exportados por la FED. Fuentes : China Daily, 27/10/2010; China Daily, 11/11/2010
(4) También las Filipinas, antigua colonia estadounidense bajo influencia directa de Washington, ha expresado claramente su descontento. El presidente Begnino Aquino ha declarado también que más allá de las Filipinas, también Singapur y Tailandia sienten las consecuencias negativas de la decisión de la FED. Fuente: BusinessInquirer, 05/11/2010
(5) Otros socios europeos permanecieron en un elocuente silencio ante este flujo de críticas. Es otra enseñanza de esta reacción negativa a la decisión de la FED: hasta los aliados tradicionales de Estados Unidos reaccionaron negativamente, algunos como Alemania o los países del Asean incluso están entre los más agresivos. Así, hasta los editorialistas británicos del Telegraph, aunque muy pegadas al « Hermano mayor » estadounidense, ahora expresan públicamente sus dudas sobre la pertinencia de las decisiones de la FED y predicen el fin de la era Dólar. Fuentes: Telegraph, 04/11/2010; Telegraph, 05/11/2020
(6) Como muchas economías en riesgo de recalentamiento, Australia continúa aumentando sus tasas de interés para luchar contra el « efecto FED », causando un aumento en el dólar australiano respecto al USD, como el dólar canadiense y el franco suizo, el dólar australiano rompió la barrera de la paridad con la moneda estadounidense en plena derrota. La India hace lo mismo que Australia. Fuentes: Telegraph, 02/11/2010 ; Wall Street Journal, 02/11/2010
(7) Eso ilustra perfectamente el notable artículo de Michael Hudson en CounterPunch du 11/10/2010 titulado « Porque Estados Unidos ha lanzado una nueva guerra financiera mundial y cómo responderá el resto del mundo ».
(8) Como Doug Noland escribe el 05/11/2010 en su siempre excelente Credit Bubble Bulletin, « los que toman las decisiones mundiales deben estar ahora exasperados ». Y lo están. Se está mucho más allá de una simple confrontación sino-estadounidense como podría hacerlo pensar este divirtiendo clip de rap sobre el tema del conflicto USD-Yuan. Fuente : NMA World Edition, 10/11/2010.
(9) Se deben también mencionar las voces cada vez más numerosas (incluso en la FED) que expresan la preocupación por el degradado balance del banco central estadounidense. El siguiente gráfico muestra como sus « activos » son más que dudosos: hipotecas de Fannie Mae y Freddie Mac así como sus acciones y de AIG y Bear Stearns,…. Son « activos-fantasma » cuyo valor es casi nulo. Por lo demás, si la FED tenía la práctica de limitarse a pedir la opinión de sus « primary dealers » para estimar el volumen de sus operaciones de compras de Bonos del Tesoro, tendrá que aprender a pedir los punto de vista de otros bancos centrales. Fuente: Bloomberg, 28/10/2011
(10) Como lo describió muy precisamente Liam Halligan, en el Telegraph del 06/11/2010, con una imagen que el GEAB no habría desaprobado: Estados Unidos está viviendo su « Suez económico ». Hace, por supuesto, referencia al episodio de 1956 cuando las dos históricas, potencias coloniales Reino Unido y Francia, intentaron impedir militarmente la nacionalización del Canal de Suez por el Coronel Nasser… y que debieron detenerse súbitamente cuando Estados Unidos y la URSS, reafirmando su nueva condición de amos del mundo, les comunicaron que se oponían a esta intervención. « Suez » signó la generalizada toma de conciencia que el tiempo colonial se terminaba y que las potencias de ayer no serían las del mañana. El paralelo que hace Liam Halligan con nuestro tiempo es pues muy pertinente.
(11) Lejos de estar todos de acuerdo con Ben Bernanke, el presidente de la Reserva federal de Dallas dice claramente que estima que la política actual del FED es un error. Fuente: 24/7 WallStreet, 08/11/2010
(12) Goldman Sachs estima en 4.000 millardos de USD la necesidad de « Quantative Easing » para paliar las deficiencias de la economía estadounidense. El precio de la austeridad y de la presión exterior será gigantesco. Fuente : ZeroHedge, 24/10/2010
(13) Incluso en el interior de Estados Unidos están surgiendo inquietudes sobre el carácter eminentemente peligroso de la política de la FED, preguntándose si la FED no desencadenará una nueva Guerra de Secesión. Fuente : BlogsTimeMagazine, 19/10/2010
(14) Incluso en Alemania aunque, con todo, es el menos afectado por las consecuencias de la crisis. Fuente: Reuters, 13/11/2010
(15) Es el caso también de las colectividades locales, como en Francia con los departamentos, comienzan a enfrentar situaciones presupuestarias insostenibles. Fuente: L’Express, 20/10/2010
(16) Era una recomendación de nuestro equipo a partir de la primavera boreal pasada.
(17) Ver en este GEAB N°49 los puntos relacionados, en el capítulo sobre doble conmoción electoral francogermana de 2012/2013.
(18) Fuentes : Spiegel, 26/10/2010; MarketWatch, 12/11/2010; RiaNovosti, 10/11/2010; IrishTimes, 11/11/2010; NewropMag, 18/11/2010
(19) Europa va en efecto a ver su puntuación en cuanto a protección aduanera saltar hacia adelante en el muy instructivo palmarés de las medidas que afectan al comercio mundial realizado por Global Trade Alert.
(20) Fuente : Le Figaro, 11/11/2010
(21) Es el incidente de las islas Senkaku/Diaoyutai. Fuente: Global Research, 06/10/2010
(22) Y de otros elementos simbólicos que se acumulan más allá del nivel regional como la reciente pretensión por China del primer lugar en cuanto a superordenadores, posición arrebatada a Estados Unidos que la detentaban desde el comienzo de la informática después de Segunda Guerra Mundial. Fuente: Le Monde, 28/10/2010
(23) En octubre de 2010, las nuevas ventas de automóviles fueron las peores desde hace 42 años. Fuente: Asahi Shimbun, 03/11/2010
(24) Basada en la paridad de poder adquisitivo, este análisis concuerda con los análisis del equipo de LEAP/E2020 que en el GEAB N°47 consideraba que el PBI estadounidense ahora está sobrestimado en aproximadamente un 30%.
Mardi 16 Novembre 2010
In der selben Rubrik:
¡Haga su propio GEAB con el Manual de Anticipación Política! – 13/11/2010
Divisas: la tempestad se intensificará ¡no confundir las olas con la marea! – 04/11/2010
Las tres tendencias básicas de la profundización de la crisis en el segundo trimestre de 2010 – 27/05/2010
Por 100 euros, accede a 4 años de archivos de GEAB! – 26/03/2010
Información de tráfico LEAP/E2020 – En 2009, el sitio del LEAP fue visitado por dos millones de visitantes únicos de más de 150 países – 14/01/2010
Carta abierta / Cumbre del G20 de Londres: Última oportunidad antes de la desarticulación política global – 24/03/2009
GEAB N°49 – Contenidos
- Publicado 16 de noviembre de 2010 -
2012-2013: La doble conmoción electoral de las elecciones francesas y alemanas
Según el LEAP/E2020, las elecciones francesas de 2012 (elección presidencial seguida de elecciones legislativas) y las elecciones federales alemanas previstas para 2013 serán el teatro de dos importantes conmociones que trastocará las relaciones de fuerza política en estos dos pilares de Eurolandia y la Unión Europea. Su simultaneidad, su naturaleza inversa pero sus efectos similares constituirán nuevos ejemplos de las abruptas transformaciones inducidas por la crisis sistémica global en el seno del tejido político y social nacional… (pág. 2)
Suscríbase
Crisis sistémica global – Primer Trimestre 2011: Superación del umbral crítico de la desarticulación geopolítica mundial
Con la cumbre del G20 de Seúl, que señala a la conciencia planetaria el fin de la dominación estadounidense de la agenda internacional y de su sustitución por un generalizado « cada uno para sí mismo », acaba de abrirse una nueva etapa de la crisis que incita al equipo del LEAP/E2020 a lanzar un nuevo alerta. En efecto, el mundo está atravesando el umbral crítico de la fase de desarticulación geopolítica global… (pág. 9)
. Continuación y fin del Quantitative Easing: La Fed entra en « arresto domiciliario » (pág. 11)
. Parálisis política en Washington: Estados Unidos a la deriva, el Dólar en caída libre y la austeridad estadounidense citada para 2011 (pág. 12)
. Austeridad europea: proliferación de las resistencias sociales, intensificación del populismo, riesgo de radicalización de las futuras generaciones y alzas de impuestos (pág. 14)
. Fortalecimiento de Eurolandia y principio de manipulaciones europeas del valor del Euro (pág. 15)
. El Reino Unido: la ex potencia que se desengancha (pág. 16)
. Japón: últimos esfuerzos para resistir a la órbita china (pág. 17)
Leer anuncio públic
Recomendaciones estratégicas y operacionales
Tres reflejos simples pero necesarios para comprender mejor el nuevo mundo en gestación / Divisas/Tasas de interés/Oro & Metales preciosos / Índice de preservación de la riqueza / Clases de activos nominados en UDS / Mercado bursátiles: Una nueva categoría de empresas que hay que evitar (pág. 18)
Suscríbase
GlobalEurometer – Resultados & Análisis
La gran mayoría tradicionalmente descontenta en lo que se refiere a la acción europea de los Gobiernos con relación a las expectativas de su pueblo se mantiene por las nubes con un 95% de descontentos (contra 97% en octubre)… (pág. 22)
Suscríbase
Anuncio especial para los subscriptores
El LEAP lanza el MAP “para renovar nuestras existencias de futuros probables
Con el MAP (Revista de Anticipación Política), el LEAP/E2020 decidió lanzar una publicación cuatrimestral gratuita … (pág. 24)
Suscríbase
Haga su propio GEAB con el Manual de Anticipación Política
El Manual de Anticipación Política está disponible en Francés, Inglés, Alemán y Español… (pág. 25)
Suscríbase
http://www.leap2020.eu/El-GEAB-N-49-esta-disponible-Alerta-Crisis-sistemica-global-Primer-Trimestre-2011-Superacion-del-umbral-critico-de-la_a5456.html
The World Says No to America’s Monopoly Money novembro 18, 2010
Posted by armonyax in English texts.Tags: crisi, dollar, english, financial, money, USA, world
add a comment
In a slap in the face heard around the globe, China’s state credit agency just publicly downgraded America’s credit rating, and questioned US leadership of the world’s economy.
In an unprecedented rebuke, China scolded Washington for “deteriorating debt repayment capability,” predicting that Washington’s printing of billions in paper money (known as quantitative easing in financial argot) would “fundamentally lowering the national solvency.”
How times have changed. When I was a boy my father, a New York financier, used to call dubious securities “Chinese paper.” Six decades later, it’s China’s turn to sneer at America’s financial instruments. China is the largest holder of US debt.
Monarchs have always had a hard time paying for their wars and conquests. The Spanish, French, Dutch and British Empires collapsed under the financial strain of wars and over-extended colonies. The United States now faces this imperial malady.
Since the days of ancient Egypt, the traditional recourse of cash-strapped empires has been to reduce the gold content of coins, a practice known as “clipping.”
Fast forward to Washington, 2010. Today, the name for debauching a nation’s currency is “quantitative easing” (QE2), but it’s still the same old trick beloved by rulers of yore.
Washington is flooding financial markets with $600 billion of worthless dollars, hoping a rising tide of Monopoly money will somehow lift America out of recession. This is the second round of quantitative easing, known as QE2. And it has nothing to do with the stately British cruise liner.
The US government is stoking worldwide inflation in order to lower its outstanding debt by repaying creditors with depreciated dollars.
The rest of the world is angry at Washington, as last week’s G20 economic summits in South Korea and Yokohama, Japan clearly showed.
The European Union, Japan, China, Brazil, and Russia joined to oppose Washington’s second quantitative easing as a threat to global financial and trade stability. Equally significant, they rejected US efforts to lay blame for current instability on China’s undervalued currency. No agreement was reached on the burning issue of exchange rates.
Washington has been blasting China for manipulating its currency to keep the value low. Embarrassingly, Germany and Brazil just accused the US of being as big a currency manipulator as China – which is quite true.
A depreciated dollar boosts US exports and hurts nations exporting to the US. Economists call it, “beggar thy neighbor,” a destructive trade practice that played a key role in the 1930′s world depression. Throw in rising protectionism and world trade risks freezing up.
Washington’s money flood is eroding the value of the dollar, the world’s premier medium of exchange. In the past two months, the US dollar has dropped over 6% against other major currencies. Frightened investors are piling into gold, now up 17% in 60 days.
The Obama administration, just “shellacked” by voters in midterm elections, and desperate to lower unemployment, is gambling more debt shock therapy will spark the economy back to life. But massive, unsustainable debt caused the US financial meltdown in 2008.
The US public debt has hit a stratospheric $14 trillion. You don’t treat a poisoning victim with more poison. Spending one’s way to prosperity with borrowed money is a chimera.
But panicky politicians are ready to try any sort of economic snake oil remedy to save their skins. Before 2007, America was living high on phony financial froth. Those days are over but no one dares tell voters.
Besides destabilizing world exchange rates and trade, Washington’s money flood is pouring into emerging markets as American investors seek higher returns than the miserable .03% or so available at home.
During the 1980′s, fragile Asian economies were battered as investment from the US flooded in, then out. This process is happening again, boosting currencies of many nations, making their exports uncompetitive. Investments barriers are going up from China to Brazil.
President Barack Obama inherited a horrible mess from the Bush administration. However, his wrongheaded economic response is undermining the world’s economic order. A nation’s currency is more a symbol of its strength and good name than its flag.
In fact, last week’s rolling economic summits in South Korea and Japan may well mark the beginning of the end of the dominance of the US dollar, which has ruled world finance and trade since 1945. The primary source of America’s power comes from its economic and financial strength. Money has far more clout than aircraft carriers or airborne divisions.
The dollar still remains king, but the era of its international supremacy appears to be ending. As the dollar weakens, so will America’s world power. The blame for this lies squarely with America’s politicians and Wall Street’s oligarchs.
There was an uncommon flash of common sense in Washington last week. A special bipartisan presidential panel on reducing the national deficit proposed $4 trillion in federal spending cuts.
All political sacred cows were targeted. The biggest: the $700 billion military budget. A third of US worldwide military bases would close. There would be cuts to social security, mortgage deductions, delays in retirement age, an end to politicians’ local pet projects. Taxes would rise.
The howling has already begun. Unfortunately, such unpopular, drastic spending cuts seem highly unlikely, particularly in the new US Congress where Republicans and Democrats will be deadlocked. America would need an economic dictator to implement the panel’s full plan.
China has one – ironically, the Communist Party. America, still fatally addicted to war and debt, has only political and fiscal paralysis.
(C) Eric S. Margolis 2010
http://www.huffingtonpost.com/eric-margolis/the-world-says-no-to-amer_b_783830.html
La storia dell’austerità novembro 18, 2010
Posted by armonyax in Política Internacional, Traduzione.Tags: austerità, europa, italiano, portoghese, storia, traduzione
add a comment
La recente riunione del G20 a Seul è stata un fallimento totale. Al punto da diventare imbarazzante per la perdita di credibilità degli USA, la presunta economia più sviluppata del mondo, e per il modo in cui hanno provato ad accusare la Cina di comportamenti monetari che alla fine sono protezionisti quanto quelli statunitensi. La riunione ci ha mostrato che “l’ordine” economico-finanziario creato alla fine della Seconda Guerra Mondiale e già fortemente colpito dopo gli anni ’70 sta per crollare e si prevede l’emergere di conflitti commerciali e monetari gravi. Però curiosamente queste divergenze non producono echi nell’opinione pubblica mondiale; invece, un po’ ovunque i cittadini sono bombardati dalle stesse idee di crisi, di momento di austerità e di sacrifici ripartiti. Bisogna analizzare cosa si nasconde dietro quest’unanimità.
Chi ritiene come realtà ciò che gli è servito come tale dai discorsi delle agenzie finanziarie internazionali e dalla gran maggioranza dei governi nazionali nelle diverse regioni del mondo tenderà ad aver sulla crisi economica e finanziaria e sul modo in cui agisce sulla sua vita le seguenti idee: tutti siamo colpevoli della crisi perché tutti noi, i cittadini, le aziende e gli Stati, viviamo dalle nostre proprietà e ci indebitiamo in eccesso, quindi i debiti devono essere pagati e lo Stato deve dare l’esempio. Siccome aumentare le imposte aggraverebbe la crisi, l’unica soluzione sarà tagliare le spese dello Stato riducendo i servizi pubblici, licenziando funzionari, riducendo i loro salari e eliminando prestazioni sociali. Siamo in un periodo di austerità che colpisce tutti e per affrontarla dobbiamo sopportare l’amaro sapore di una festa in cui ci siamo rovinati ed ormai è finita. Le diverse correnti ideologiche non contano più, ciò che conta è l’imperativo di salvezza nazionale e i politici e le politiche devono ritrovarsi in un ampio consenso che va proprio al centro dello spettro politico.
È assai evidente che questa “realtà” costituisce un nuovo senso comune. E, comunque, è solo reale nella misura in cui nasconde un’altra realtà di cui il cittadino comune ha, se va bene, un’idea vaga, che reprime per non essere chiamato ignorante, poco patriottico oppure pazzo. Quest’altra realtà ci dice quanto segue: la crisi è stata provocata da un sistema finanziario fangoso, sregolato, assurdamente redditizio e assai potente, nel momento in cui scoppia e provoca un immenso buco finanziario nell’economia globale, nel riuscire a convincere gli Stati (e dunque i cittadini), a salvarlo della bancarotta ed a riempire le sue casseforti senza che gli siano poste condizioni. Dopodiché gli Stati già indebitati si indebitano di più e sono costretti a ricorrere al sistema finanziario che avevano appena salvato; esso, perché le regole del gioco non sono ancora state cambiate, ha deciso che presterà i soldi solo a condizione che gli rendano profitti favolosi fino alla prossima esplosione. La preoccupazione dei debiti è importante, però se tutti sono indebitati, le famiglie, le aziende e lo Stato e nessuno può spendere, chi andrà a produrre, a creare posti di lavoro ed a restituire la speranza alle famiglie?
In questo scenario il futuro inevitabile è la recessione, l’aumento della disoccupazione e la miseria di quasi tutti. La storia degli anni Trenta ci dice che l’unica soluzione è questa: lo Stato deve investire, creare posti di lavoro, tassare i super ricchi, regolare il sistema finanziario. E chi parla dello Stato, parla dell’insieme di Stati, come l’U.E. ed il Mercosur. Solo così l’austerità sarà per tutti e non soltanto delle classi lavoratrici e medie che più dipendono dei servizi dello Stato.
Per quale motivo oggi questa soluzione non sembra possibile? Per una decisione politica presa da chi controlla il sistema finanziario ed, indirettamente, gli Stati. Consiste nell’indebolire ancora di più lo Stato, liquidare lo stato del benessere laddove ancora esiste, debilitare il movimento operaio al punto di costringere i lavoratori ad accettare dei lavori in condizioni e con guadagni unilateralmente imposte dai padroni. Siccome lo Stato tende ad essere un datore di lavoro meno autonomo e le prestazioni sociali (sanità, educazione, pensione e previdenza sociale) sono fornite tramite servizi pubblici, l’attacco deve essere centrato sulla funzione pubblica e su quelli che dipendono di più dai servizi pubblici. Per quelli che in questo momento controllano il sistema finanziario è prioritario che i lavoratori smettano di esigere una parte decente del reddito familiare aggregato, e perciò è necessario eliminare tutti i diritti che hanno conquistato dopo la Seconda Guerra Mondiale. L’obiettivo, per l’appunto, è tornare alla politica di classe pura e dura, ossia al Novecento.
La politica di classe conduce inevitabilmente al confronto sociale e alla violenza. Come mostrano bene le recenti elezioni negli USA, la crisi economica, invece d’impedire che le divergenze ideologiche vengono risolte nel centro politico, le aggrava e le spinge verso gli estremi. I politici centristi (inclusi i politici che si ispirano alla socialdemocrazia europea) sarebbero prudenti se pensassero che nel modello ormai dominante non vi sono posti per loro. Nell’abbracciare questo modello stanno per commettere un suicidio. Dobbiamo prepararci per una profonda ricostituzione delle forze politiche, per la reinvenzione, la riforma politica e la rifondazione democratica dello Stato.
Boaventura de Sousa Santos è sociologo e professore emerito della Facoltà di Economia dell’Università di Coimbra (Portogallo.)
Fonte: http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17188
Traduzione: Allen Ferraudo
Revisione: Davide Cavanna
A História da Austeridade novembro 17, 2010
Posted by armonyax in Política Internacional.Tags: austeridade, mundo, Portugal, Segunda Guerra, trabalho
add a comment

Boaventura de Sousa Santos
A recente reunião do G-20 em Seul foi um fracasso total. Chegou a ser constrangedora a perda de credibilidade dos EUA, como suposta economia mais poderosa do mundo, e o modo como tentaram acusar a China de comportamentos monetários afinal tão protecionistas quanto os dos EUA. A reunião mostrou que a “ordem” econômico-financeira, criada no final da Segunda Guerra Mundial e já fortemente abalada depois da década de 1970, está a colapsar, sendo de prever a emergência de conflitos comerciais e monetários graves. Mas curiosamente estas divergências não têm eco na opinião pública mundial e, pelo contrário, um pouco por toda a parte os cidadãos vão sendo bombardeados pelas mesmas ideias de crise, de tempo de austeridade, de sacrificos repartidos. Há que analisar o que se esconde por detrás deste unanimismo.
Quem tomar por realidade o que lhe é servido como tal pelos discursos das agências financeiras internacionais e da grande maioria dos Governos nacionais nas diferentes regiões do mundo tenderá a ter sobre a crise econômica e financeira e sobre o modo como ela se repercute na sua vida as seguintes ideias: todos somos culpados da crise porque todos, cidadãos, empresas e Estado, vivemos acima das nossas posses e endividamo-nos em excesso; as dívidas têm de ser pagas e o Estado deve dar o exemplo; como subir os impostos agravaria a crise, a única solução será cortar as despesas do Estado reduzindo os serviços públicos, despedindo funcionários, reduzindo os seus salários e eliminando prestações sociais; estamos num periodo de austeridade que chega a todos e para a enfrentar temos que aguentar o sabor amargo de uma festa em que nos arruinamos e agora acabou; as diferenças ideológicas já não contam, o que conta é o imperativo de salvação nacional, e os políticos e as políticas têm de se juntar num largo consenso, bem no centro do espectro político.
Esta “realidade” é tão evidente que constitui um novo senso comum. E, no entanto, ela só é real na medida em que encobre bem outra realidade de que o cidadão comum tem, quando muito, uma ideia difusa e que reprime para não ser chamado ignorante, pouco patriótico ou mesmo louco. Essa outra realidade diz-nos o seguinte. A crise foi provocada por um sistema financeiro empolado, desregulado, chocantemente lucrativo e tão poderoso que, no momento em que explodiu e provocou um imenso buraco financeiro na economia mundial, conseguiu convencer os Estados (e, portanto, os cidadãos) a salvá-lo da bancarrota e a encher-lhe os cofres sem lhes pedir contas. Com isto, os Estados, já endividados, endividaram-se mais, tiveram de recorrer ao sistema financeiro que tinham acabado de resgatar e este, porque as regras de jogo não foram entretanto alteradas, decidiu que só emprestaria dinheiro nas condições que lhe garantissem lucros fabulosos até à próxima explosão. A preocupação com as dívidas é importante mas, se todos devem (famílias, empresas e Estado) e ninguém pode gastar, quem vai produzir, criar emprego e devolver a esperança às famílias?
Neste cenário, o futuro inevitável é a recessão, o aumento do desemprego e a miséria de quase todos. A história dos anos de 1930 diz-nos que a única solução é o Estado investir, criar emprego, tributar os super-ricos, regular o sistema financeiro. E quem fala de Estado, fala de conjuntos de Estados, como a União Europeia e o Mercosul. Só assim a austeridade será para todos e não apenas para as classes trabalhadoras e médias que mais dependem dos serviços do Estado.
Porque é que esta solução não parece hoje possível? Por uma decisão política dos que controlam o sistema financeiro e, indiretamente, os Estados. Consiste em enfraquecer ainda mais o Estado, liquidar o Estado de bem-estar onde ele ainda existe, debilitar o movimento operário ao ponto de os trabalhadores terem de aceitar trabalho nas condições e com a remuneração unilateralmente impostas pelos patrões. Como o Estado tende a ser um empregador menos autônomo e como as prestações sociais (saúde, educação, pensões, previdencia social) são feitas através de serviços públicos, o ataque deve ser centrado na função pública e nos que mais dependem dos serviços públicos. Para os que neste momento controlam o sistema financeiro é prioritário que os trabalhadores deixem de exigir uma parcela decente do rendimento nacional, e para isso é necessário eliminar todos os direitos que conquistaram depois da Segunda Guerra Mundial. O objetivo é voltar à política de classe pura e dura, ou seja, ao século XIX.
A política de classe conduz inevitávelmente à confrontação social e à violência. Como mostram bem a recentes eleições nos EUA, a crise econômica, em vez de impelir as divergências ideológicas a dissolverem-se no centro político, agrava-as e empurra-as para os extremos. Os políticos centristas (em que se incluem os políticos que se inspiraram na social democracia europeia) seriam prudentes se pensassem que na vigência do modelo que agora domina não há lugar para eles. Ao abraçarem o modelo estão a cometer suicídio. Temos de nos preparar para uma profunda reconstituição das forças políticas, para a reinvenção da mobilização social da resistência e da proposição de alternativas e, em última instância, para a reforma política e para a refundação democrática do Estado.
(*) Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
Fonte: http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17188
Olá “Mondo”! novembro 14, 2010
Posted by armonyax in Uncategorized.Tags: Autor, blog, Início
2 comments
Olá pessoal!
Me chamo Allen Ferraudo, tenho 27 anos, paulistano do bairro da Aclimação e momentaneamente morando na Itália, precisamente em Bolonha onde estudo. No momento estou cursando o 2° ano de Estudos Internacionais em Ciências Políticas na Universidade de Bolonha, não é minha primeira universidade e possuo também uma graduação em música pelo Instituto de Artes da Unicamp. Portanto: Arte e Politica colocadas juntas, e é daí que vem o motivo de criar um blog, para colocar tudo aquilo que penso, acho e acredito pra fora!
Essa é a minha primeira postagem, ainda estou escolhendo o visual por aqui e também vou procurar aprender um pouco mais sobre as ferramentas do blog! Me interesso por muita coisa e esse blog será mesmo uma mistura delas, porém tentarei organizar aqui os posts por matéria. Bom não quero fazer dele um diário ou coisa assim, quero escrever aqui minhas devagações só com o intuito de dividir aquilo que penso além de divulgar textos e curiosidades sobre o mundo. Tudo estará demasiadamente ligado a minha realidade aqui na Itália porém com aquela grande nostalgia do Brasil e sua famigerada cultura! Usarei muito frequentemente textos em português e italiano, assim posso experimentar escrever-los e traduzir-los de maneira mais formal o que me fará aprender mais rápido as duas línguas e com mais facilidade! As publicações poderão ser textos meus com opniões, críticas ou mesmo divulgações, ou ainda como republicações de sites e de outros blogs com as devidas fontes para créditos e autoração! Por fim, agradeço a presença de todos vocês e espero mesmo ajudar a fazer um mundo melhor, e não se esqueçam: esse espaço aqui é nosso e por isso aceito sugestões em todos os sentidos, inclusive de textos próprios de vocês para uma participação direta, aberta e muito muito sincera!!!
Allen




